Skip to content


Cê me desculpe mas eu vou falar!

Pouco tempo depois do meu último post (há quase dois meses atrás!!) fui ao Brasil a trabalho por uns dias e tive a oportunidade de ficar 3 dias em São Paulo. Fui turistar no Centrão, do jeito que eu gosto, bater foto na esquina mais famosa de São Paulo, comer o Bauru no Ponto Chic, que essa semana virou notícia no blog do Estadão (agora vem cá seu “jornalista”: ‘Paissandú’ é com dois esses e não com ç, né? Olha que eu tenho foto da placa pra provar – vê lá no fim do post!), e curtir a família.

Foi ótimo mas também serviu pra me refrescar a memória e me lembrar o porque eu escolhi não morar mais lá… Não vou entrar em detalhes aqui, mas sugiro que você dê uma olhada nesse link (compartilhado pelo @andreyevbr  no Twitter) de uma brasileira que também mora no Canadá e foi visitar o Brasil, agora com outra referência (assim como eu). Eu assino embaixo do email dela: a sensação que eu tive foi a mesma… o medo de ser assaltado a qualquer momento te acompanha o tempo todo. E engraçado, usei a mesma expressão pra descrever a situação dos aeroportos quando voltei: parece rodoviária!

Enfim, o que eu penso é que a situação tá feia no Brasil mas não tenho certeza que as pessoas têm muita consciência disso…

Ipiranga com a São João – a esquina mais famosa de São Paulo!

O Bauru do Ponto Chic – tava bão!

E é “Paissandú”, não “Paiçandú”*

*Pela internet vi algumas ocorrências de “Paiçandú”, mas acho que a placa do local define tudo, né?

** O título do post é um trecho da música  ‘Doutor’ do Cidade Negra

Posted in Daily life, Viagem.


Alguma coisa acontece no meu coração

Essa semana foi aniversário da cidade de São Paulo e eu vi o pessoal comentando no Twitter e em alguns blogs também e me bateu uma nostalgia danada…  Mas preciso dizer que concordo com as meninas do Lomogracinha quando a Natalia escreveu que tem uma relação de amor e ódio com Sampa.

Em inglês existe uma palavra só pra expressar ese sentimento: bittersweet, ou seja, amargo-doce, é assim mesmo que eu me sinto. Quando estou aqui e vejo vídeos bacanas (como esse aí embaixo) bate uma saudade forte, engraçado, dessa selva de concreto. É o meu lado urbano, que adora a cidade grande. Mas quando estou em São Paulo, vivo no stress do medo da violência, reclamo da poluição, do trânsito. Ou seja, né? Quem explica? Conto com orgulho pros amiguinhos canadenses que venho de uma lugar com 20 milhões de pessoas (da região metropolitana de SP), só pra ver a cara deles de  espanto, já que isso é quase toda a população do Canadá, que na estimativa para 2012 é de 34 milhões de pessoas.

Só sei que São Paulo faz parte da minha vida, da minha história e isso não vai mudar nunca. É lá que vivem meus amigos e minha família. Eu acho até que o fato de eu ser meio agitada tudo-ao-mesmo-tempo-agora se dá por eu ter vivido nessa agitação que é Sampa.

Então fica aqui um vídeo bem bacana com fotos da cidade, que meu irmão, que está longe de SP também, compartilhou:

#SP458 Timelapses from Julio Brunet Rocha on Vimeo.

Vocês não estão vendo, mas eu estou aqui fazendo um coraçãozinho com a mão, bem brega mesmo… :-P

* o título do post é um trecho da música ‘Sampa’, do Caetano Veloso

Posted in cotidiano.


Cinco segundos da sua atenção – ou talvez um pouco mais

No ano passado vi esse gráfico – muito interessante! – e uma informação específica me chamou muito a atenção: há 10 anos, a duração do período de atenção era em média 12 minutos. Hoje em dia caiu para 5 SEGUNDOS!  Isso significa que a grande maioria das pessoas já ia parar de ler esse post aqui mesmo.

Isso é o resultado de como a internet, a tecnologia e a velocidade com que temos acesso às informações hoje mudou a maneira como consumimos essas informações. Taí o Twitter com seus 140 caracteres resumindo tudo. A gente passa voando por cima de tudo, consumindo marromeno o que dá.

E eu, em algum lugar nessas estatísticas, também não tenho mais paciência ou motivação pra escrever aqui (há 7 anos atrás, quando eu comecei a blogar, eu escrevia posts imensos!) – e essa é a explicação oficial do meu sumiço internético. A explicação complementar/extra-oficial é que eu acho que tem muita gente falando mas tem pouquíssima gente ouvindo – mas aí eu já começo a filosofar bobagem e os meus 5 segundos da sua atenção já se esgotaram faz tempo!

Quando eu tiver alguma coisa legal pra contar em apenas 5 segundos eu escrevo aqui. Ou no Twitter, afinal de contas, se eu precisar de mais de 140 caracteres eu provavelmente vou estourar o limite dos cinco segundos.

Posted in Blog, Daily life, Internerds.


E a minha vida é tão confusa quanto a América Central

Vixi, por onde começar? Vamos por pontos, porque nem sei mesmo se vou conseguir escrever um texto começo-meio-e-fim coerente…

* AGOSTO

Em Agosto participei de uma das atividades canadenses mais tradicionais: ir de carro fazer compras nos States. Decidi em cima da hora e fui de carro com mais três pessoas até o Maine. Passamos em várias cidades mas não tenho fotos e não sei a cara de lugar nenhum já que tudo que fizemos foi entrar e sair de loja. Agora se me perguntarem dos preços, gente do céu, até eu que nunca fui shopaholic achei a experiência sensacional e já me inscrevi pra próxima. Fora que me diverti à beça e dei muita risada com minhas companheiras de estrada.

Me senti a própria Becky Bloom

Agosto foi também o mês que completamos 4 anos morando aqui no Canadá. Eu pretendia escrever mas assim como todos os outros 7 posts, o post nunca saiu do rascunho – será que esse sai?

* SETEMBRO

Em Setembro fomos ao Brasil em uma visita relâmpago. Foi ótimo pra matar a saudades da família e amigos e demos uma de turista e fomos passear no centrão de São Paulo. Quanto ao Brasil, o que eu vou dizer, né? Tem tanta coisa que a gente vê por lá que agora a gente acha um absurdo porque temos outras referências. Eu fiquei particularmente impressionada com a má qualidade dos serviços. Todo mundo que nos atendeu o fez de má vontade. Impressão muito ruim mesmo.

 

Praça da Sé

Foi em Setembro também que as coisas no trabalho mudaram. De um dia pro outro fui promovida e fui ocupar um cargo que eu estava de olho. É um trabalho novo pra mim e está sendo bastante desafiador, tem muita coisa – MESMO! – pra aprender mas o mais importante de tudo é que eu não trabalho mais no suporte. E isso por si só já uma marca bem importante – eu que achei que estava presa ao suporte pra sempre, vai vendo…

* OUTUBRO

Em Outubro participamos (eu, o marido e uma galerë do trabalho) da corrida de 5K do “Run for the Cure“, o projeto da Fundação do Câncer de Mama Canadense. Foi a primeira corrida da minha vida e embora estivéssemos treinando já há algum tempo, cruzar aquela linha de chegada naquele dia foi uma emoção especial. Parece que 5 Km não é nada mas pra uma pessoa como eu que nunca conseguiu correr NA VIDA, aquela linha de chegada teve um gostinho especial de vitória. O plano pro verão quem vem é fazer 10 Km mas eu tô com aquele ânimo contagiante pra voltar a treinar… </sarcasmo>

Foto roubada do blog do marido

Também em Outubro fizemos nossa primeira longa viagem de carro por essas bandas: saímos de Halifax e fomos até Montréal visitar meus cunhados; 12 horas de viagem em um dia mais umas 3 no dia seguinte (na volta viemos de uma vez só). Escolhemos ir de carro pra poder levar o Pingo e foi tudo muito bom. De Montréal demos um pulo de um dia em Ottawa e meu coração foi tomado de amores por Ottawa. Que cidade mais linda! Em Montréal passamos uma semana ótima na companhia dos meus cunhados e saímos de lá um pouco mais pesados com todos os queijos e coisas boas que só os québecas sabem fazer.

Poutine em Montréal

Ottawa

E agora no fim de Outubro fui a trabalho para o Haiti. Eu ainda estou processando “Haiti”, “trabalho” e o que eu vi e ouvi lá. Vou dizer que sim, tudo ainda está um caos lá e sim, dá muita pena porque tem muita gente que ainda não tem o básico. Mas sempre tem aqueles que conseguem tirar vantagem da situação. Meu voo de volta parou em Nova Iorque antes de vir pra Halifax e foi uma experiência surreal entrar em um avião no Haiti – num aeroporto caindo aos pedaços – e descer do avião em plena NY, o centro do consumismo.

 

Vista aérea de Port-au-Prince

E agora estou de volta, entrando em ritmo de fim de ano, frio (essa semana já teve chocolate quente, fondue e lareira) e Natal. Olhando assim, meu segundo semestre de 2011 foi bem ocupado. O que será de 2012?

*título: “Infinita Highway” – Engenheiros do Hawaii

Posted in Daily life.


Gente é gente

Gente é gente… em qualquer lugar.

Essa semana foi a final da copa Stanley, o campeonato mais importante do esporte mais importante das bandas de cá. Participaram da final um time canadense e um americano – mas conversando com um colega de trabalho, isso pouco importa já que no time americano tem muito canadense jogando. O fim todo mundo viu: teve vandalismo depois do jogo. E a conclusão: gente é gente em qualquer lugar. Tem babaca em tudo quanto é canto, não tem jeito.

Eu sinceramente fiquei surpresa e um tantinho decepcionada com a baderna que fizeram. Mas no dia seguinte a população se juntou pra limpar a cidade e acho que isso também virou notícia. E como bem colocou o Carlos (do Depois da Curva) aqui, esse tipo de reação mostra como a sociedade encara esses baderneiros.

O Alexei (do Rapadura, please!) escreveu com mais detalhes sobre a bagunça (caso alguém ainda não tenha visto).

Posted in Causos, Não entendo.

Tagged with .


Pode levar

Neste fim de semana aconteceu aqui em Halifax o Curbside Giveaway Weekend: se você tem alguma coisa na sua casa que ainda está em bom estado mas que não é mais útil pra você é só botar uma plaquinha de “Free” e deixar na calçada. Quem tiver interesse, leva. É a versão gratuita dos “yard sales” tão comuns por aqui nessa época do ano (nos yard sales o pessoal bota as coisas pra vender por um precinho bem camarada).

Esse ano foi a primeira vez que eu participei mas, por falta de organização, só fui deixar meus giveaways hoje cedo (poderia já ter posto pra fora na sexta à noite) e eu estava pensando se ia dar tempo de alguém ver/se interessar.

Só coloquei duas coisinhas pra fora e fomos pra igreja. Duas horas depois, na volta, as coisas já não estavam mais lá! E eu em dúvida se alguém ia levar ou não… hahaha

Eu acho a ideia bacana porque ao invés de virar lixo, as coisas que você não usa mais podem servir pra outras pessoas a também libera espaço em casa, já que você não fica acumulando tranqueira. Aliás, nada como mudar de país com 4 malas pra fazer uma colecionadora-de-quinquilharias-profissional como eu começar a enxergar a acumulação de tralhas com outros olhos – não sei se foi trauma de ter que me desfazer de tudo de uma vez ou é preguiça de ter todo o trabalho, fato é que ando pensando duas vezes quando bate aquela vontade de guardar uma coisinha “porque pode ser que seja útil pra alguma coisa”…

E você, acumula muita coisa em casa?

Posted in Casa, Nova Scotia.

Tagged with , .


Não esqueça do bode

O video a seguir é da campanha contra o abuso de ácool aqui na Nova Scotia. É direcionado ao público adolescente e eu achei muito bacana (bizarro, mas bem impactante).

O site oficial é o nomagicgoat.ca, um projeto do Injury Free Nova Scotia.

E vocês, o que acharam do video?

*pra quem não entende inglês, desculpe, bateu uma preguiça danada de traduzir, mas a mensagem no geral é de que não existe um “bode mágico” pra te tirar das ciladas que você se mete por causa do álcool – ao contrário dos “depoimentos” dos adolescentes, que atribuem ter se livrado de uma por causa do bode.

Posted in Internerds, Nova Scotia.

Tagged with , , .


Previsão do tempo na Nova Scotia

Email que circulou lá no trabalho esses dias (atenção para os comentários de cada dia da semana).

 

Posted in Nova Scotia.

Tagged with , .


I will marry you as long as…*

Essa coisa de trabalhar das 9 as 5 com a galere está aumentando o meu contato com a cultura canadense, já que lá no trabalho a grande maioria do pessoal é nascida aqui. E dias desses estávamos conversando sobre casamento, noivado e o anel.

Do meu grupinho eu sou a mais velha – por pouco, gente, MUITO pouco! – mas as meninas já estão nos seus “late twenties” e moram com os seus respectivos (bem, pelo menos duas delas). Vamos chamar uma menina de …. menina#1 e a segunda, de menina#2.

Menina#1: mora há dois anos com o namorado que conheceu no colegial. High-school sweethearts, como dizem por aqui. Conheço o rapaz, um amor de pessoa. Vivem bem, querem casar, coisa & tal. Não casaram ainda por quê, perguntei eu com minha mente prática. É que ela está esperando o anel. E ele, quer fazer “tudo direitinho”. A-ham. (Prefiro não comentar aqui meu conceito de “tudo direitinho” porque vão me chamar de quadrada e antiquada. Sou.) Mas cada um no seu quadrado, né? Oi, 2008!

Menina#2: mora há uns tempos já (par de anos, talvez?) com o respectivo que já foi seu ódio mortal na vida e mais os DOIS FILHOS DELE. Também sonha em casar, quer ter o seu bebê e pams. Não casou ainda porque o respectivo já amarelou na porta de igreja em duas situações anteriores e ela não quer pressionar.

Mas ambas concordam: Sem anel não dá!

Anel (pra você, que ainda tá perdido na história): um anel com um diamante imenso. O maior que o moçoilo conseguir pagar (ou conseguir pendurar na dívida do cartão, na maioria dos casos). Uma coisa mais ou menos assim:

Menina#1 já me contou que desde criança sonha com o seu anel. E que uma vez teve um pesadelo, onde era pedida em casamento com um anel de doce. Um desse ó:

E ela vive na ansiedade, esperando o dia em que ele vai pedi-la em casamento.

.

.

.

Agora me fala: como colocar na minha cabeça latino-americana que o anel é tudo isso? E por que burocratizar tanto o processo, né? É o costume, minha gente.

Precisavam ver a carinha de decepção quando eu contei que nem sequer fui pedida em casamento (quem conhece minha cara-metade sabe que romantismo passou longe; resolvemos em comum acordo que já era hora de mudar o estado civil e tudo resolvido). Elas “oh….“, como se eu tivesse acabado de contar que vi um cachorro ser atropelado… :-/

Enfim, eu não entendo porque tanta demora (já moram junto, numjá?, casa logo!) e elas não entendem como é que alguém pode casar sem um anel decente!

E isso é vida multicultural, gente. Coisas que só o Canadá faz por você!

*título: me casarei com você desde que…

Posted in cotidiano, Daily life.

Tagged with , .


O fim de uma era*

Todo mundo já imaginava e se fala nisso há anos, mas quando a notícia se confirma a sensação é estranha….

Em fevereiro último o grupo HBC anunciou que vai fechar a The Bay aqui de Halifax. Pra quem mora na região pouco muda: Dartmouth, a cidade vizinha, tem uma the Bay maior e melhor equipada. Mas é esquisito saber que o logo amarelão não poderá mais ser visto do outro lado da Armdale rotary dentro de alguns dias.

A the Bay, na minha opinião, é um símbolo canadense já que a história do grupo (e em consequência, da loja principal do grupo) se funde com a história do próprio país: em linhas gerais, o grupo HBC começou comercializando peles de animais aqui por essas bandas lá pelos idos de 1600. Ou seja, antes do Canadá ser “Canadá” de fato e no papel, já tinha a Compahia da Baía de Hudson vendendo cacarecos por aqui.

Eu sei que quando se trata de negócios não se pode ficar de melodrama (minha especialidade, oi!), tanto é que o grupo HBC já nem é mais um grupo canadense: a empresa hoje pertence à uma rede americana (malditos yankees!). Outro golpe no orgulho canadense foi o anúncio da venda das lojas Zellers (também do grupo HBC) para a Target (é!, aquela rede americana), também no início desse ano.

A loja de Halifax fica muito mal localizada, num mall que hoje abriga apenas escritórios. Todo o comércio ficou do outro lado da rua, no Halifax Shopping Centre, que tem uma Sears (a grande rival do mal, hehehe). Ou seja, há anos já se ouve boatos de que a loja não ia durar muito mais tempo. O movimento é fraco e na época que saí de lá o número de horas dos funcionários estava bem reduzido.

Mas apesar de todos os fatos e números e lógicas, eu fiquei triste quando ouvi a notícia. Como falei, a the Bay é mais um símbolo que que qualquer outra coisa (eu nem faço compra lá, veja bem).

O fechamento das portas se dará no dia 21 de Abril e eu sinceramente não tive coragem de dar um pulo lá (apesar das grandes ofertas que estão fazendo pra liquidar o estoque)… fico pensando nas pessoas. Eu sei que a empresa deve ter algum plano pra recolocar parte do pessoal em algum lugar mas eu sei que tem muita gente que vai ficar sem emprego. E onde é que as velhinhas que moram no asilo no outro lado da rua vão fazer suas comprinhas a partir de 22 de Abril, eu é que não sei responder!

*nossa, olha o drama! :-P

Posted in Nova Scotia.

Tagged with .




Ever wondered how would you do something? Take a look at How do I… and you may find an answer.